segunda-feira, 14 de março de 2011

Lembrando o dia da mulher

Ressurgir das cinzas - Esmeralda Ribeiro

Sou forte, sou guerreira,
tenho nas veias sangue de ancestrais.
Levo a vida num ritmo de poema-canção,
mesmo que haja versos assimétricos,
mesmo que rabisquem, às vezes,
a poesia do meu ser,
mesmo assim, tenho este mantra em meu coração:
‘nunca me verás caído ao chão’
(...)
Sou guerreira como Luiza Mahin,
Sou inteligente como Lélia Gonzáles,
Sou entusiasta como Carolina Maria de Jesus,
Sou contemporânea como Firmina dos Reis
Sou herança de tantas outras ancestrais.
E, com isso, despertem ciúmes daqui e de lá,
mesmo com seus falsos poderes tentem me aniquilar,
mesmo que aos pés de Ogum coloquem espada da injustiça
mesmo assim tenho este mantra em meu coração:
“Nunca me verás caída ao chão.”

(Ribeiro, Esmeralda 2004: 63)

3 comentários:

  1. As maravilhas que esse bichinho chamado amor faz não cabem em um verso só!

    Abração, Bel!

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  2. Obrigada Manuel, é verdade, o amor pela vida, por si, pelos outros, estão bem alinhados a poética de Esmeralda e a escolha da poesia tem td a ver. Abraços e fiquei feliz em ter trocado ideias contigo dias atrás.

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